• Historiador angolano destaca o papel civilizacional do kikongo


    EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

    NOTA DE IMPRENSA

    Historiador angolano destaca o papel civilizacional do kikongo

    A língua kikongo está na base da civilização judaico-cristã, sem a qual o ocidente não seria aquilo que é, quer se aceite ou não, afirmou em Kinshasa o historiador Melo Josias.

    Melo Josias, que falava esta terça-feira, 04 de Novembro, durante uma palestra promovida pela Embaixada de Angola na RDC, sob o tema “como a língua kikongo desempenhou um papel fundamental no surgimento da civilização judaico-cristã”, defendeu que aceitar esta verdade é mais do que um imperativo histórico: é a chave para subverter as narrativas coloniais que desconsideram o papel africano na civilização global, cultivando uma visão de mundo mais ampla e precisa da história humana.

    A tese de Melo Josias aponta para o kikongo como a fonte original de palavras, comumente associadas a contextos religiosos ou históricos, como Cristo, Paixão, Israel, Páscoa, humanidade, Gólgota, sábado, Messias e assembleia.

    Este analista internacional defendeu que o nome original do Egipto, “Kuama”, é de origem kikongo. Mais ainda, sustentou que a profetisa Kimpa Vita, que morreu em 1706, estava certa ao declarar que Cristo é congolês-angolano. E acrescentou: “Esta é a verdade suprema e oculta do mundo, o Terceiro Segredo de Fátima”.

    A data de 11 de Novembro

    De acordo com Melo Josias, as celebrações do 50º aniversário da Independência de Angola coincidem com o término da Primeira Guerra Mundial, ambos em 11 de Novembro. Josias alegou que 1918 também foi o ano em que Cristo voltou de forma incógnita para iniciar a preparação de seu reinado, que, segundo ele, tem suas origens no norte de Angola.

    Durante o intenso debate, na palestra promovida pela Embaixada de Angola na RDC, por ocasião das celebrações do 50º aniversário da Independência, analistas e estudantes concluíram que a proposição de Melo Josias, de que a língua kikongo é a fundação da civilização judaico-cristã, representa, inegavelmente, um estímulo intelectual e um desafio a ser enfrentado pelos académicos.

    Perfil

    Nascido em Mbanza Congo, Melo Josias é formado em relações internacionais na RDC, tendo feito carreira por quase 25 anos nas Nações Unidas (UNESCO).

    Poliglota, pesquisador em linguística, estudou latim, mas percebeu muito cedo que a história informal de África, defendida por estudiosos como Cheik Anta Diop, Theóphile Obenga e Ivan Van Sertima, merece ser divulgada, por trazer uma abordagem mais optimista das perspectivas de desenvolvimento desse continente (africano) que nasceu durante a infância da terra.

    SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DA EMBAIXADA DE ANGOLA NA RDC, KINSHASA, 05 DE NOVEMBRO DE 2025.