*Cônsul-Geral António Miala exalta em Lubumbashi o legado e a maturidade de Angola aos 50 anos da Independência*
Lubumbashi (RDC) – O Cônsul-Geral da República de Angola na cidade de Lubumbashi, António Quiala Garcia Miala, exaltou, nesta terça-feira, o legado histórico, a maturidade política e a coesão nacional que marcam os 50 anos da Independência Nacional, reafirmando que o país continua firme, unido e comprometido com o desenvolvimento e a paz.
O diplomata falava durante a cerimónia oficial comemorativa do cinquentenário da Independência, realizada no Hotel Pullman, na província do Haut-Katanga, República Democrática do Congo (RDC), acto que contou com a presença de autoridades congolesas, membros do corpo diplomático e consular, representantes de organizações internacionais, líderes religiosos e da sociedade civil, bem como da comunidade angolana residente.
Ao iniciar a sua intervenção, o Cônsul-Geral saudou as autoridades presentes e transmitiu as calorosas felicitações de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, Presidente em exercício da União Africana e Campeão da UA para a Paz e a Reconciliação em África, sublinhando que a data de 11 de Novembro é um marco da “coragem, da dignidade e da vontade indomável de um povo que decidiu ser dono do seu destino”.
“Celebrar cinquenta anos de independência é celebrar a liberdade conquistada, a soberania consolidada e o compromisso de continuar a construir uma Angola de paz, de unidade e de esperança”, afirmou António Miala.
O diplomata destacou que o jubileu de ouro não se limita à celebração do passado, mas constitui também “um momento de reflexão sobre o futuro e sobre as responsabilidades que recaem sobre todos os angolanos, dentro e fora do país, na preservação da paz, da justiça social e da prosperidade partilhada”.
Durante o seu discurso, António Miala rendeu homenagem aos heróis da libertação nacional, com destaque para António Agostinho Neto, Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi, bem como ao Presidente José Eduardo dos Santos, reconhecido como “Arquitecto da Paz” pelo papel determinante no alcanse da paz definiva.
Recordou ainda que, por ocasião do cinquentenário, o Executivo angolano distinguiu 4.690 cidadãos nacionais e estrangeiros com a Medalha dos 50 Anos da Independência Nacional, como forma de reconhecer o mérito, o patriotismo e a dedicação à causa da Pátria.
Entre os homenageados figuram Étienne Tshisekedi wa Mulumba e Simon Kimbangu, personalidades congolesas cujos legados espiritual e moral, segundo o diplomata, “transcendem fronteiras e simbolizam os valores africanos de liberdade, dignidade e justiça”.
Ao abordar as relações bilaterais, António Miala destacou a ligação histórica, geográfica e humana entre Angola e a República Democrática do Congo, sublinhando que a fronteira comum entre os dois países “não é uma linha de separação, mas um elo de união, cooperação e solidariedade”.
“A nossa fraternidade não precisa de ser provada; foi forjada nas lutas pela liberdade, consolidada nos esforços de reconstrução e reforçada no compromisso mútuo com a paz e o desenvolvimento”, referiu.
O diplomata agradeceu às autoridades congolesas, particularmente às do Haut-Katanga, pela hospitalidade e pelo apoio permanente à comunidade angolana residente, salientando que esta província “ocupa um lugar central na amizade entre os dois povos”.
O Cônsul-Geral destacou ainda a importância estratégica do Corredor do Lobito, que atravessa Angola, a RDC e a Zâmbia, classificando-o como “um corredor de esperança, de progresso e de paz que liga o Atlântico às profundezas do continente e simboliza a integração africana em movimento”.
“Mais do que uma via férrea, o Corredor do Lobito é um caminho de amizade, de desenvolvimento e de futuro. Representa o renascimento da cooperação regional e a afirmação de uma África que acredita em si própria”, enfatizou.
Na sua intervenção, António Miala referiu que o futuro de Angola assenta em três pilares fundamentais:
Transformação económica estrutural, com aposta na industrialização e na diversificação produtiva;
Investimento no capital humano, com foco na juventude, no empreendedorismo e na inovação;
Consolidação do Estado Democrático de Direito, com base na transparência, justiça social e combate à corrupção.
Reafirmou ainda o compromisso do Governo angolano em continuar a “trabalhar para o fortalecimento das instituições, a valorização do mérito e a promoção de oportunidades para todos”.
Dirigindo-se à comunidade angolana residente em Lubumbashi e no Haut-Katanga, António Miala reconheceu o contributo activo dos cidadãos angolanos para o desenvolvimento económico e social da região, sublinhando que “ser angolano, em qualquer parte do mundo, é honrar a história, a cultura e os valores da Pátria”.
“A vossa perseverança, o vosso amor por Angola e a vossa dedicação ao trabalho são motivo de orgulho nacional. Sois embaixadores da paz, da cultura e do bom nome do nosso país”, declarou.
Reafirmou, por fim, que o Consulado-Geral de Angola em Lubumbashi continuará a trabalhar com empenho e proximidade, “porque somos uma só família, unida pela Pátria e pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade”.
Encerrando a sua intervenção, o diplomata reiterou o compromisso de Angola com os ideais da União Africana e da Agenda 2063, defendendo uma África unida, pacífica e próspera, construída sobre os valores da solidariedade e da integração continental.
“O 11 de Novembro é mais do que uma data histórica — é o símbolo da identidade, do orgulho e da resistência de um povo que transformou a dor em força e a luta em vitória. Angola celebra cinquenta anos de liberdade com o olhar firme no futuro e com a bandeira no alto”, sublinhou.
A cerimónia terminou num ambiente de confraternização e emoção patriótica, com as aclamações:
“Viva Angola! Viva a Independência Nacional! Viva a RDC! Viva a amizade entre os nossos povos! Viva a África!”