• Angola atinge significativo amadurecimento diplomático após 50 anos de Independência


    EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

    NOTA DE IMPRENSA

    Angola atinge significativo amadurecimento diplomático após 50 anos de Independência

    O professor catedrático da Universidade de Kinshasa (UNIKIN), Mana Mbumba, declarou esta terça-feira, 04 de Novembro, que se observa, decorridos 50 anos da Independência, um significativo amadurecimento diplomático de Angola, traduzido no seu reconhecimento global e na consolidação do seu papel como interveniente de pleno direito na esfera internacional.

    Em declaração proferida durante uma palestra promovida pela Embaixada de Angola em Kinshasa, no contexto das celebrações dos 50 anos da Independência, o académico salientou que Angola prosperou, ao longo das últimas cinco décadas, apesar do ambiente geopolítico desfavorável e polarizado da Guerra Fria que permeou o início da sua soberania.

    Especialista em relações internacionais, Mana Mbumba apontou que a luta pela Independência acabou, infelizmente, por abrir caminho a uma competição feroz pelo poder entre os ex-movimentos anticoloniais, levando a uma das mais extensas guerras civis africanas.

    Angola ascendeu, com passos firmes, à condição de actor de pleno direito no panorama internacional, num percurso que abrange os anos de 1975 a 2025, declarou o catedrático.

    O professor observou que a pacificação de Angola, apesar dos consideráveis obstáculos enfrentados, foi um processo no qual a política externa do país desempenhou um papel vital. “Um reconhecimento necessário é o de que tanto o exército quanto os recursos naturais, notadamente o petróleo, tiveram uma contribuição significativa para a consolidação da paz."

    Angola e RDC: relações bilaterais

    O professor catedrático lembrou que Angola e a República Democrática do Congo são dois países com destinos entrelaçados, um reino e império glorioso do passado, partilhando praticamente os mesmos povos: Congo, Lunda, Tchokwe e Luena.

    A cooperação, na visão de Mana Mbumba, é regida por uma dicotomia estratégica: áreas pacíficas, que abrange a economia, a cultura e os transportes, e áreas sensíveis, que lidam com assuntos críticos como blocos petrolíferos e a fronteira com Khaemba, província do Kwango.

    O académico analisou as dinâmicas entre Angola e a RDC, com ênfase na gestão da sua extensa fronteira de 2.511 quilómetros, abordando o impacto do acolhimento de refugiados e a superação de um contexto de hostilidade mútua. O especialista identificou a visita de Agostinho Neto em 1978 como um catalisador para a normalização das relações, que evoluíram para a formalização diplomática em 1979 e a institucionalização da cooperação através da Alta Comissão Conjunta Angola-RDC em 1981.

    Entre os presentes no evento, destacaram-se o embaixador de Angola na RDC, Miguel da Costa, membros da comunidade angolana, representantes do corpo diplomático acreditado em Kinshasa e estudantes.

    SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DA EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA RDC, 04 DE NOVEMBRO DE 2025.